Não é equivocado afirmar que a vida
contemporânea está internamente marcada por todas
as transformações culturais, políticas e
econômicas ocorridas nos últimos tempos. Hoje se
presencia uma sociedade solidificada em novos padrões e
estruturas de produção, seguindo um formato cada
vez mais tecnológico o que resulta em um estado de significativa
alteração da relação do homem com
o mundo, com sua vida e também com o campo do trabalho.
O cenário competitivo que emergiu como um dos mecanismos
que rege parte desse processo marca, dentre outras coisas, não
apenas a organização do mundo dos negócios,
mas principalmente atravessa as relações humanas.
Cria, por isso, novas categorias conceitual-históricas,
algumas capazes de se transformarem em prática social;
categorias que dizem respeito à configuração
do tempo presente. Exemplo disso é a circulação,
cada vez mais acentuada, nos discursos veiculados pela mídia
de termos como: internauta, realidade virtual, mundo digital,
clean, soft, todos representando as novas demandas/exigências
da atual sociedade.
Outra categoria é a de consumidor consciente: conceito
que remete ao nível de consciência no consumo, isto
é, à idéia de um cidadão com consciência
voltada ao exercício da fiscalização dos
serviços e produtos oferecidos no mercado. A força
que se atribui a essa categoria, típica do mundo contemporâneo,
é notável, pois não apenas atua diretamente
nos mecanismos de competitividade estabelecidos pelas organizações
no geral, como incentiva, igualmente, o surgimento de órgãos
públicos, privados, não governamentais e internacionais
de controle de qualidade e defesa do consumidor.
Como conseqüência, as instituições públicas
e/ou privadas passaram a ter, cada vez mais, seu funcionamento
fiscalizado por tais órgãos, que aprovam ou não,
a qualidade dos produtos e serviços bem como a seriedade
dos processos organizacionais/administrativos que as sustentam.
A finalidade da fiscalização é gerar, por
um lado, uma busca pela melhoria dos produtos e serviços,
como também um aprimoramento das práticas administrativas
das instituições em seu conjunto; por outro, é
punir aqueles que não se esforçam para adequar-se
a tais exigências e ideologia.
Como concretização dessa proposta de fiscalização
foi criado uma variedade de "selos de qualidade" que
representam oficialmente os cuidados e exigências preconizadas.
A questão da segurança no trabalho, da preservação
do meio ambiente e da recente responsabilidade social são
alguns dos temas que estão sendo valorizados no âmbito
das organizações. O INMETRO, criado em 1961, é
um exemplo bastante conhecido de órgão governamental
nacional que representa essa proposta de regulamentação
e fiscalização dos produtos industrializados, tal
como o são as políticas internacionais da ISO -
International Organization Standardization (Organização
Internacional para a Padronização) - e as nacionais
da ABNT - Associação Brasileira de Normas Técnicas.
No que diz respeito às instituições educacionais,
a fiscalização da qualidade dos serviços
e da seriedade dos processos pedagógico-administrativos
também se tornou necessária e oficial nesse contexto.
Os diferentes esforços legislativos, empreendidos pelos
órgãos governamentais ao longo dos últimos
anos, são uma prova desse movimento. Nesse sentido, toda
instituição de natureza educativa passou a estar
submetida à fiscalização de algum órgão
público e/ou particular.
Resistindo à "pirataria educacional"
- a certificação "Escola Legal"
O Instituto Baroneza de Rezende, particularmente, tem subjacente
ao seu funcionamento a atuação da Secretaria Estadual
de Educação e da Diretoria de Ensino - instâncias
de regulamentação e fiscalização da
licença de funcionamento das escolas públicas e
particulares -, e está associado ao SIEEESP - Sindicato
dos Estabelecimentos de Ensino no Estado de São Paulo.
A atuação dessas instâncias se dá num
contexto em que é nítida a crescente onda de falsificações
e "pirataria" que atinge dimensões inimagináveis
da cultura, o que não deixa de atingir as instituições
de ensino. A "pirataria" em sua essência significa:
cópia do original. Esta, por sua vez, está marcada
pela desvalorização de algo imanente às produções
humanas: o genuíno, o original, que carrega em si, uma
história, uma identidade e um caráter emancipador
impossíveis de reprodução. A cópia,
por mais que ofereça por semelhanças a coisa em
si, não traz, entretanto, nem a história, nem a
identidade, muito menos a liberdade do original, fortalecendo,
assim, a negação do humano, pois, limita aquilo
que, por natureza, é sua característica: o devir,
o movimento aberto de tornar-se.
As "escolas piratas" traduzem a falsidade quando: estruturam-se
em espaços físicos inadequados, comportam corpo
de responsáveis técnicos sem habilitação
à função, estão amarradas judicialmente
por irregularidades trabalhistas e fiscais. Tudo isso, no conjunto,
resulta em uma má formação, ou numa formação
falsa.
Devido a essa realidade o SIEEESP organizou uma campanha que vai
identificar, esclarecer e apresentar aos cidadãos as escolas
que têm condições básicas de atendimento
de qualidade, tanto nos aspectos físicos/administrativos
quanto nos educativos/pedagógicos. Isso, outorgando o selo
"Escola Legal": símbolo que representa a regulamentação
adequada das instituições educacionais do Estado
de São Paulo.O IBR é uma
escola legal - "Muito Legal"
Nós do IBR temos a satisfação de comunicar
a aquisição desse selo, mérito de anos de
busca às adequações necessárias para
uma educação de qualidade. Como essa busca não
se limitou ao tempo imediato, o que nos orgulha é que ela
não foi realizada pelo selo em si, mas sim porquê
as pessoas que por aqui passaram sempre tiveram a qualidade de
ensino como ideal, e construíram as bases para que pudéssemos
receber tal certificação hoje.
O Instituto Baroneza de Rezende afirma que o significado desse
selo vai além das necessárias exigências que
a atualidade impõe, como combate à "pirataria";
representa, no fundo, o reconhecimento público da seriedade
e responsabilidade que todos os profissionais que passaram pelo
IBR durante seus 84 anos de existência dedicaram à
educação das crianças e jovens.
Voltando à diferenciação do original e da
cópia, o IBR tem, em seu longo tempo de dedicação
à formação de seus alunos, o compromisso
com a originalidade e a tradição no ensino. Nosso
maior "selo de qualidade" é saber que, parte
dos nossos alunos, são filhos de ex-alunos o que está
em diálogo com a inserção dos novos, que
nos brindam com sua chegada.
Celebremos hoje, alunos, ex-alunos, pais, professores, funcionários,
enfim, comunidade escolar no geral, da condição
de estarmos numa "Escola Legal" - aproveitando o trocadilho:
legal mesmo! - e sintamo-nos orgulhosos do justo reconhecimento
que acompanha a certificação.
A identificação do selo emitido pelo SIEESP está
sendo feita via cartazes afixados na recepção, secretaria
e pátio da escola. Há também no site do SIEEESP
uma lista com todas as escolas cadastradas e com registro legal.
(www.sieeesp.br)
Irmãs Franciscanas da Imaculada Conceição