Células e Tecidos



Células

Ao finalizar o estudo de algumas células e tecidos humanos no capítulo 3, as classes dos 8os. anos foram divididas em grupos, através de sorteio, para a realização de pesquisas, cujos temas foram: células troncos, inseminação artificial, fertilização in vitro e organismos transgênicos, A seguir alguns trechos que os alunos acharam interessantes:

A) Células troncos:

1) São as células com capacidade de auto-replicação, isto é, com capacidade de gear uma cópia idêntica a si mesma e com potencial de diferenciar-se em vários tecidos. Clonagem reprodutiva é uma técnica pela qual se forma uma cópia de um indivíduo. O procedimento baseia-se na transferência do núcleo de uma célula diferenciada, adulta ou embrionária, para um óvulo sem núcleo com a implantação do embrião no útero humano. Os gêmeos univitelinos são clones naturais. (8º.A - Amanda , Leonardo, Henrique e Pedro Chinaglia).

2) Leis Nacionais : Brasil - permite a utilização de células - tronco produzidas a partir de embriões humanos para fins de pesquisa e terapia, desde que sejam embriões inviáveis ou estejam congelados há mais de três anos. Em todos os casos, é necessário o consentimento dos pais. A comercialização do material biológico é crime; Itália - proíbe totalmente qualquer tipo de pesquisa com células - tronco embrionárias humanas e sua importação e, Reino Unido - tem uma das legislações mais liberais do mundo e permite a clonagem terapêutica. (8º.A - Amanda , Letícia e Otávio ).

3) Células Tronco Embrionárias - Os cientistas geralmente obtêm essas células de embriões descartados em clinicas de fertilidade. Os embriões criados pelo espermatozóide e óvulo de um casal - e que não são implantados no útero nem destruídos pela clínica, podem servir como fontes de células tronco. (8º.B - Emílio e Rodrigo).

4) As células tronco dos embriões têm ainda a capacidade de se transformar, num processo conhecido por diferenciação celular, em outros tecidos do corpo, como ossos, nervos, músculos e sangue. Devido a essas características, as células tronco são importantes, principalmente na aplicação terapêutica, sendo potencialmente úteis em terapias de combate a doenças cardiovasculares, neurodegenerativas, diabetes tipo 1, acidentes vasculares cerebrais, doenças hematológicas, traumas na medula espinhal e nefropatias. (8º.B - Eric, Leonardo, Vinycius Silva).

B) Inseminação Artificial

1) A inseminação artificial é um método utilizado para tratamento de algumas alterações da fertilidade do casal. Ela consiste em depositar os espermatozóides a diferentes níveis do trato genital feminino. Existem diversos tipos de inseminação artificial, mas todos eles têm a mesma finalidade: aproximar o espermatozóide do óvulo, transpondo um obstáculo feminino ou melhorando-se a qualidade do espermatozóide. Ela pode ser realizada segundo duas modalidades: Inseminação Artificial Intra-Cervical (IC), Inseminação Artificial Intra-Uterina. Quantas vezes tentar? O número dependerá de cada caso e vários fatores devem ser levados em consideração. O que fazemos habitualmente é tentar 6 ciclos, e ao final se não obtivermos resultados, reavaliamos o caso, para planejar uma outra estratégia de fertilização assistida ou persistimos no tratamento, pois é muito importante ter em mente que os resultados apresentados acima não são cumulativos, isto é, as chances não são somadas a cada ciclo tentado, e sim a cada ciclo vocês terão sempre a mesma chance - (8B - Carol Berto, Thais e Luiza).

2) A inseminação artificial com espermatozóides do cônjuge (IAC) é um método proposto diante da infertilidade do casal. Durante muito tempo, este método consistia em depositar o sêmen do marido dentro da vagina,ou no colo do útero, no momento da ovulação.Os primeiros resultados parecem ter sido devido a Hunter, médico inglês,no final do século XVIII. Nos anos 70 esta técnica foi bastante utilizada por numerosos ginecologistas e várias vezes com indicações não muito precisas, resultando uma taxa de sucesso bastante reduzida (2% a 4%). Com a chegada da fertilização "in vitro" nos anos 80 esta técnica foi temporariamente abandonada e considerada bastante arcaica. Entretanto,nos dias de hoje,a IAC encontra novamente o seu espaço no tratamento do casal infértil.

3) Limitações - Como qualquer técnica, a inseminação artificial não foge à regra. Para se colher bons resultados, é necessário que os trabalhos sejam conduzidos com muito rigor. Os frutos serão colhidos, conforme plantados e assistidos. Pode-se concluir que a limitação à inseminação artificial está na má aplicação da técnica. (8A- Bruna, Marina Castro, Maria Carolina e Pedro Montagnane).

4) A inseminação artificial com espermatozóides do cônjuge é um método proposto diante da infertilidade do casal. Durante muito tempo este método consistia em depositar o semem do marido dentro da vagina ou no colo do útero, no momento da ovulação. Nos anos 70 esta técnica foi bastante utilizada por numerosos ginecologistas e várias vezes com indicações não muito precisas, resultando uma taxa de sucesso bastante reduzida (2 a 4 %). Com a chegada da fertilização in vitro nos anos 80 esta técnica foi temporariamente abandonada e considerada bastante arcaica. Entretanto, nos dias de hoje, encontra novamente o seu espaço no tratamento do casal infértil. (8A - Gustavo Toledo, Giuliano, Caroliny e Laísa)

C) Fertilização in vitro:

1) O que é fertilização in vitro? Quando as trompas de uma mulher ficam obstruídas e isso pode ocorrer por múltiplas razões, talvez sua única esperança de engravidar seja a fertilização in vitro (``em vidro´´,em latim). Esse processo consiste em retirar um óvulo maduro de ovário, fertilizá-lo fora do corpo da mulher e depois colocá-lo no útero, para que se desenvolva. A primeira fertilização in vitro bem sucedida foi coroada com o nascimento de Louise Brown, em Bristol, na Inglaterra, em 1978. Hoje esse método é praticado regularmente no mundo todo. (8º. A - Jean Rocheto , Marina Oliveira e Rafaela).

D) Organismos Transgênicos

1) Organismos transgênicos são organismos produzidos por meio da transferência de genes de um ser vivo para outro. Com essa tecnologia é possível produzir plantas resistentes a pragas, adaptar plantas para cultivo em terras inóspitas, adaptá-las a condições climáticas diferentes, enriquecer plantas alimentícias com nutrientes especiais, usar as plantas como produtoras de substâncias para fins terapêuticos, utilização industrial, etc. A liberação dos transgênicos no meio ambiente é um problema? O primeiro uso comercial de um organismo transgênico foi para a produção de um medicamento para diabete, quando uma bactéria recebeu genes do ser humano para produzir a insulina. A bactéria permaneceu confinada em um ambiente industrial controlado, e apenas o produto químico produzido, depois de purificado e analisado, foi utilizado. Esse tipo de emprego de organismos transgênicos é chamado de "uso em ambiente confinado". O uso de microrganismos transgênicos em ambiente confinado para a produção de medicamentos, enzimas e reagentes não gerou polêmica, não é questionado: não há contato do transgênico com o meio ambiente ou com o consumidor. Além disso, o medicamento produzido é testado exaustivamente pelos protocolos de segurança da indústria farmacêutica. (8°A- Bruno, Ivan, Gabriele e Gustavo B.).

2) Alimentos transgênicos

Alimentos transgênicos são alimentos cuja semente foi modificada em laboratório. Essa semente é modificada para que as plantas possam resistir ás pragas de insetos e a grandes quantidades de pesticida. Esses alimentos podem causar riscos ambientais, nomeadamente o aparecimento de ervas daninhas resistentes a herbicidas; a poluição dos terrenos e lençóis de água com agrotóxicos; a perda da fertilidade natural dos solos e da biodiversidade. Os alimentos transgênicos também podem ter conseqüências negativas para a saúde, pois existem estudos que revelam que algumas variedades de alimentos transgênicos podem prejudicar gravemente o tratamento de algumas doenças, tanto nos homens como nos animais. Isto acontece porque algumas culturas de alimentos transgênicos contem genes que resistem aos antibióticos. Por isso, não devemos consumi-los enquanto não houver estudos que demonstrem se os alimentos transgênicos fazem bem ou mal a saúde e devemos evitá-los como medida de precaução. Enquanto as empresas não garantirem a segurança e a qualidade relativamente a estes alimentos, devemos evitar a sua compra e o seu consumo. Assim, se não consumirmos alimentos transgênicos, evitamos que eles sejam plantados e protegemos o meio-ambiente. (8A - Guilherme, Francine, Jayme e Isabela ).

3) Organismos transgênicos - Transgênico ou Organismo Geneticamente Modificado (OGM) é o organismo cujo material genético (DNA/RNA) é modificado por qualquer técnica de engenharia genética, recebendo genes exógenos (oriundos de espécies diferentes, não correlacionadas). Considerando que o gene é uma parte do DNA que possui um código genético para produzir certa proteína específica, e que este gene é composto por uma seqüência de bases nitrogenadas, pode se fazer a seguinte analogia: as bases nitrogenadas são letras, os genes são palavras, o DNA (ou o cromossomo) que contém estes genes são frases e o organismo é um texto. As letras devem estar ordenadas para que a palavra tenha sentido; as palavras combinam-se de tal forma que as frases também tenham sentido e as frases devem compor o texto de modo lógico. Qualquer letra, palavra ou frase com problema, levará a um texto distorcido, o que resulta num organismo com problema. Observa-se, portanto, que transferir um gene de um organismo para o outro não é fácil. Mas porque os transgênicos causam tanta discussão? Basicamente pelo fato de os efeitos de transferir genes exógenos não são conhecidos. No melhoramento clássico observamos que, ao buscarmos introduzir um gene desejado para melhorar, outros gene são ``arrastados´´ com o gene que se deseja introduzir (isto é chamado de ``Linkage-drag´´), pois há ligação gênica entre os genes de um mesmo cromossomo. Assim sendo, junto com o gene benéfico que desejamos introduzir, pode vir outro gene prejudicial ligado a ele. Some-se a isso que os cruzamentos só podem ser realizados entre indivíduos próximos, normalmente de uma mesma espécie ou de outras espécies muito próximas. Um argumento a favor é o de que os transgênicos poderiam diminuir a fome no mundo, uma vez que possibilitariam uma maior produtividade, e assim uma maior oferta de alimentos. Cabe aqui lembrar que a maior causa de fome no mundo atual deve-se à péssima distribuição de renda e de alimentos, e não à falta de comida. Trabalhos sociais que objetivassem melhorar a qualidade de vidas das populações mais pobres certamente teriam impactos muito maiores do que o aumento de oferta de alimentos. (8B - Yago, Mario, André e Ricieri)