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Teologia
das Vocações Específicas
No que diz respeito à teologia das vocações
específicas, convém observar o seguinte:
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Vocação leiga
O carisma da vocação laical ocupa um lugar central
na Igreja, define a Igreja para o mundo. Outras vocações
não têm essa centralidade. Através desse carisma
a Igreja se faz presente no mundo.
O mundo e não a Igreja é a meta dos caminhos de Deus.
A Igreja precisa se abrir para o mundo, por isso precisa de leigos.
O leigo tem carisma e função para libertar a secularidade
do mundo, mediante o anúncio de Jesus Cristo. Fazer com que
o mundo tenha autonomia. O leigo tem a missão de fazer com
que o mundo entre em comunhão com o mistério que a
Igreja representa (Reino de Deus).
A vocação laical tem sua origem nos sacramentos do
batismo e da crisma. Ela ocupa um lugar central na Igreja, define
a igreja para o mundo. O fiel cristão leigo tem o papel de
libertar o mundo da secularidade, dos falsos ídolos e de
todas as prisões que oprimem e destroem a pessoa humana.
Vivendo no mundo como solteiro, casado ou consagrado (de maneira
individual ou num instinto secular), os leigos são fermento
na massa, sal e luz do mundo.
Na vocação laical temos o estado de vida matrimonial.
Chamados a ser pai, a ser mãe, a gerar vida, a constituir
família. A família é chamada a constituir a
Igreja doméstica. É a expressão visível
do amor de Cristo pela sua igreja, sacramento de Cristo. É
na família que é possível expressar as mais
variadas formas de amor:
Amor conjugal: é na entrega mútua, no relacionamento
fecundo e construtivo que esposa e esposo desenvolvem sua potencialidade
e se realizam plenamente como pessoa.
Amor paternal e maternal: agradecidos a Deus pela continuidade do
seu amor que se encarna no dom dos filhos, os pais retribuem esta
dádiva amando, protegendo e educando seus filhos para se
integrarem na comunidade e na sociedade.
Amor filial: é como se fosse uma ação de graças,
isto é, devolver aos pais a graça da vida que um dia
lhe deram. Os filhos desenvolvem um amor aos pais como gratidão
por tudo que lhes concederam.
Amor fraternal: é o amor entre os irmãos e a experiência
do amor oblativo e caritativo, sair do seu convívio familiar,
perceber que há um círculo maior de pessoas e começar
a compreender que somos todos irmãos. É aí
que se desenvolve a sensibilidade aos problemas do mundo.
Além de constituir família, a grande missão
da maioria dos leigos, sabemos que eles têm um importante
papel na transformação da sociedade. Vejamos algumas
de suas principais características:
a) Estar inserido no meio da sociedade como fermento na massa, sal
que dá sabor e luz que ilumina os difíceis caminhos.
b) Colocar em prática as possibilidades cristãs escondidas
no meio do mundo. Valorizar os sinais do reino presentes de maneira
latente no meio da sociedade e - combater as tantas forças
do anti-reino, ou seja, forças que promovem a injustiça
e a morte.
c) Ser sinais visíveis de Jesus Cristo na família,
no trabalho, na política, na economia, na educação,
na saúde pública, nos Meios de Comunicação
Social, nos órgãos públicos, nos esportes,
no serviço liberal e em tantos outros espaços no meio
da sociedade.
d) Praticar a sua fé e seu amor a Deus em todos os lugares
e em quaisquer necessidades.
e) Participar com fidelidade e criatividade na construção
de um mundo novo.
f) Os cristãos leigos vivem o Evangelho que lêem, que
rezam e que celebram, não apenas entre paredes de uma igreja,
mas em todos os lugares. São aqueles que fazem do seu trabalho
a liturgia diária e prolongam a Missa Dominical em todos
os dias da semana.
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Vocação Consagrada
O carisma da vida religiosa está orientado também
para o mundo. Demonstra o contraste, não é fuga, mas
compromisso.
A vocação religiosa é assumida por homens e
mulheres que foram chamados a testemunhar Jesus Cristo de uma maneira
radical. É a entrega da própria vida a Deus. Essa
vocação existe desde o início do Cristianismo:
vida eremítica, monástica e religiosa. Nesses dois
mil anos de história surgiram inúmeras ordens, congregações,
institutos seculares e sociedades de vida apostólica.
Os religiosos vivem:
a) Como testemunha radical de Jesus Cristo,
b) Como sinal visível de Cristo libertador,
c) A total disponibilidade a Deus, à Igreja e aos irmãos
e irmãs,
d) A total partilha dos bens,
e) O amor sem exclusividades,
f) A consagração a um carisma específico,
g) Numa comunidade fraterna,
h) A dimensão profética no meio da sociedade,
i) Assumem uma missão específica.
j) Um religioso vive em primeiro lugar a sua consagração
nos votos, depois, por carisma congregacional, por vocação
e necessidade da Igreja, se ordena padre.
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Vocação Presbiteral
Vamos falar aqui do sacerdócio ministerial específico.
O Sacerdócio fundamental é comum a todo cristão
leigo. Cristo fez do novo povo um reino de Sacerdotes para Deus-Pai
(cf. Ap 1,6).
Pelo Batismo todos participam da dimensão sacerdotal de Cristo
(LG 27).
O sacerdócio ministerial pelo poder conferido, forma e rege
o povo sacerdotal, realiza o sacrifício eucarístico
na pessoa de Cristo e o oferece a Deus em nome de todo o povo (LG
28).
O ministério ordenado (carisma próprio do diácono,
presbítero e bispo) é uma vocação carismática
particular.
O Espírito Santo - concede esta vocação a alguém
e esta vocação converte-se em função.
Um carisma que se converte em ministério. Ratifica-se após
a imposição das mãos do bispo.
O presbítero é chamado a assumir o ministério
hierárquico na Igreja como serviço aos irmãos.
Esse ministério surgiu na geração apostólica
quando os apóstolos se preocuparam pela continuidade das
comunidades. Assim como não poderia existir comunidade primitiva
sem apóstolo, da mesma forma não pode existir comunidade
cristã sem padre.
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Vocação Missionária
"Ide, pois ensinai todas as gentes, batizando em nome do Pai,
do Filho e do Espírito Santo" (Mt 28,19).
O apelo missionário de Cristo perpassou todos os séculos,
e chegou até nós. Já sabemos que toda vocação
é também uma missão, e imbuídos desta
missão sacerdotais, religiosos, bispos e leigos ao longo
dos séculos levaram para frente o Evangelho, em todos os
lugares e circunstâncias.
Qualquer vocação, nunca se restringe ao seu lugar,
e um alcance missionário, universal, tem sempre uma irradiação.
Por exemplo: Santa Teresinha, Padroeira das Missões sem ter
saído das quatro paredes do Carmelo, viveu o anseio evangelizador,
o dinamismo missionário.
Pelo batismo e pela crisma somos todos missionários através
do diálogo, da caridade e de inúmeros estilos de vida,
começando pelo próprio ambiente. Missionários
"Ad Gentes" - muitos cristãos sentem o chamado
para servir a Deus em outros lugares, deixando casa, terra
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